Maio é o mês de sensibilização da Dor Pélvica

Fisioterapia | 9 de Mai de 2019 13:49

Maio é o mês de sensibilização da Dor Pélvica

O conceito de dor pélvica abrange toda a região da nossa pélvis e área circundante, nomeadamente a região abdominal, lombar, glúteos, sacro e pavimento pélvico. Isto significa que sintomas ou disfunção em alguma destas regiões pode provocar dor localizada, à qual chamamos dor pélvica. Esta dor pode ser referida tanto por homens como por mulheres.

A dor pélvica pode existir sem ter obrigatoriamente de estar associada a nenhuma alteração biomecânica, a disfunção ou a alguma patologia específica. Pelo contrário, tem vindo a ser comprovado que nem sempre a dor que sentimos está associada à existência de lesão ou mesmo à gravidade de uma lesão existente. Mas isto seria conversa para outro artigo.

Para definirmos esta dor como sendo crónica ou persistente, têm de ser evidentes sintomas há pelo menos 6 meses, de forma recorrente, como é o exemplo da dor associada à menstruação (dismenorreia), que é uma dor cíclica. A Dor Pélvica Crónica está normalmente associada a consequências cognitivas, emocionais e comportamentais negativas, estando também associada a sintomas de origem urinária, intestinal, sexual, ginecológica.   

Também é verdade que a dor pélvica está associada, num grande número de vezes, a doenças e síndromes crónicos como o síndrome do cólon irritável, a cistite intersticial, a endometriose e outras doenças crónicas. Muitas vezes está também associada a situações pós-cirúrgicas como no caso das histerectomias, prostatectomia, cesariana e outras. Em casos de existência de doença oncológica nesta região, os tratamentos de radioterapia podem também provocar dor e alterações funcionais.

Mas então como podemos definir tudo isto como dor pélvica? Tendo em conta algumas disfunções já referidas, o que têm de comum estas condições clínicas?

De modo geral os Síndromes de Dor Pélvica estão associados a aumento de tensão muscular e hiperatividade. Isto pode ser explicado pelo facto de reagirmos de forma “defensiva” à sensação de dor quando a sentimos. Isto é, se estamos perante uma situação que assumimos e reconhecemos como desconfortável há involuntariamente uma reação do nosso corpo para nos proteger, estando essa reação associada à contração muscular. Assim sendo, há um aumento de tensão muscular como resposta aquela situação. E se pensarmos que a tensão muscular por si só pode provocar desconforto então percebemos que se cria um ciclo dor-tensão-dor.

A Fisioterapia do Pavimento Pélvico é uma solução para diminuição de sintomas, para reeducação da função muscular e estrutural e para aconselhar o utente no sentido de adquirir comportamentos promotores de saúde. A atuação do Fisioterapeuta é baseada em terapia manual, na região circundante da pélvis incluindo o pavimento pélvico, na educação/fornecimento de informação e também na prática de exercício clínico. A terapia manual do pavimento pélvico é realizada através de palpação vaginal e/ou ano-rectal e é feita após consentimento informado do paciente.

É importante frisar que em casos de Dor Pélvica Crónica a abordagem multidisciplinar é fundamental. O acompanhamento nutricional e psicológico é também importante para o resultado positivo do tratamento.

Deixo-vos aqui alguns exemplos de Síndromes de Dor Pélvica nos quais, segundo evidência científica, a Fisioterapia pode ser útil:

  • Dispareunia (dor antes, durante ou após a penetração do pénis ou de outros objetos como por exemplo tampões)
  • Endometriose
  • Cólon Irritável
  • Cistite Intersticial
  • Síndrome de Dor no Pénis
  • Vulvodínia

Pode também identificar sintomas como dor no pénis, testículos e próstata, dor na região do ânus, dor abdominal e na região do períneo e virilhas e dor na uretra, como sendo sintomas de dor pélvica.

Se tem sintomas e estes têm influência na sua qualidade de vida, é importante que procure ajuda e aconselhamento com um profissional de saúde qualificado.

Cuide da sua Pélvis!!!

- Sara Barbosa - (Fisioterapeuta Especialista em saúde da Mulher) 

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