É tempo de nos aproximarmos

Fisioterapia | 2 de Abr de 2020 15:10

É tempo de nos aproximarmos

Antes de tudo, somos seres humanos. Gostamos de contacto, de carinho e de aceitação. Antes de tudo, surgimos da ligação entre dois seres e mal nascemos iniciamos a nossa jornada de relação com o mundo que nos envolve.

Reconhecemos quem somos pelo contacto e encontramos os limites do nosso Eu pela forma como nos expomos à possibilidade de cair e "bater com a cabeça", pela forma como nos abrimos a amar, pela forma como nos responsabilizamos por uma outra vida, como é com um filho ou com alguém próximo.

Num tempo em tudo diferente daqueles dias ainda não longínquos em que abraçar era fácil, vêmo-nos entregues a uma realidade que ainda nos é estranha: a de não termos a liberdade para estar, para ir, para abraçar. Num tempo que nos distancia, sentimos o que é sentir falta, sentimos o desnorte, sentimos o vazio que não se mede, mas que nos retira a naturalidade de sermos Humanos.

A sociedade está apreensiva e assustada porque se sente impotente e sem controlo sobre uma situação que consome terreno a cada dia que passa. A Humanidade está a tentar agarrar-se ao que conhece, às rotinas, ao dia-a-dia de ontem. A verdade é que este hoje é bem diferente de ontem. Este hoje é contido, é constrangedor, é desestruturante. 

Mas este hoje oferece-nos também a possibilidade de pararmos e talvez de nos lembrarmos quem somos. Este hoje permite-nos juntar forças e apoiarmo-nos mutuamente. Este hoje pode ajudar-nos a reinventar formas de estarmos mais próximos, para que não nos esqueçamos quem somos.

Temos assistido a um boom de serviços online em tele-trabalho, a negócios que se convertem da noite para o dia, de uma prática presencial a uma prática virtual. Acredito que estamos a criar formas de trabalho que irão impactar o futuro, porque abrirão portas a novas experiências. E perante novas experiências, o ser humano modifica-se, evolui e enxerga o que antes não avistava. Surgem profissionais de saúde mais capazes de educar e pessoas (pacientes) mais responsáveis e autónomos da sua recuperação. Mais ainda, revemos prioridades e lutamos por acesso a bens mais essenciais e verdadeiramente relevantes à nossa sobrevivência e bem-estar, se possível mais em controlo das diferentes circunstâncias.

É desta visão que a Neurodor ajustou, nesta fase, os seus serviços clínicos a um paradigma digital, mantendo presente que o nosso propósito continuará a ser sempre o de criar aproximação e proporcionar cuidados que voltarão, a seu tempo, a ser presenciais, mas que não podem esperar que a tempestade passe. Porquê? Porque continuamos a querer construir ligações, independentemente dos canais de contacto e queremos continuar a facilitar processos de educação e sensibilização em saúde e bem-estar, dando motivação e confiança às pessoas que acompanhamos. Estamos conscientes que não conseguimos fazer exactamente o que fazíamos antes, presencialmente, mas estamos a dar o nosso melhor no sentido de minimizar o impacto deste perído. Que por certo, passará.  

Se por um lado, as pessoas e as empresas precisam de sobreviver, por outro, as pessoas, mais do que nunca, precisam de contacto, aproximação, de conexão. Antes de tudo, será esta conexão que nos permitirá manter um rumo para entrarmos no amanhã. 

Estamos juntos!

- tiago freitas -
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