Suplementação: porque a qualidade, a dose e a formulação fazem toda a diferença

A utilização de suplementos alimentares tem vindo a aumentar nos últimos anos. Vitaminas, minerais, ómega-3, colagénio ou probióticos fazem hoje parte da rotina de muitas pessoas.

No entanto, a suplementação nem sempre é necessária e, quando indicada, deve ser cuidadosamente escolhida.

Nem todos os suplementos são iguais

Apesar de apresentarem ingredientes semelhantes, os suplementos podem diferir significativamente na sua qualidade.

Aspetos como a origem das matérias-primas, os processos de fabrico, a forma química dos nutrientes e a biodisponibilidade influenciam a eficácia do produto.

Optar por marcas certificadas e com elevados padrões de qualidade oferece maior garantia de segurança e consistência.

A importância da dose correta

Uma dose insuficiente pode não produzir qualquer efeito, enquanto uma dose excessiva pode aumentar o risco de efeitos indesejáveis ou interações com medicamentos.

Por esse motivo, a suplementação deve ser adaptada às necessidades, idade, alimentação, estilo de vida e estado de saúde de cada pessoa.

A formulação também faz diferença

A forma como um suplemento é formulado influencia diretamente a sua absorção.

O mesmo nutriente pode existir sob diferentes formas químicas, sendo umas melhor assimiladas do que outras pela sua biodisponibilidade. Por exemplo, no caso do magnésio, existem várias formas, como o bisglicinato, o citrato, o malato, o óxido e o cloreto de magnésio. Enquanto formas como o bisglicinato e o citrato apresentam, geralmente, uma elevada biodisponibilidade e são melhor absorvidas, o óxido de magnésio é menos biodisponível, sendo frequentemente associado a um efeito laxante e a uma menor absorção.

Além disso, a combinação entre diferentes ingredientes pode potenciar ou limitar a sua eficácia (como por exemplo a vitamina C que ajuda na absorção do ferro, enquanto que o cálcio tem o efeito inibidor).

Quando faz sentido recorrer à suplementação?

A suplementação pode ser recomendada em diferentes situações, como:

  • Défices nutricionais;
  • Gravidez e amamentação;
  • Dietas restritivas;
  • Prática desportiva;
  • Envelhecimento;
  • Situações clínicas específicas.

No entanto, deve ser sempre enquadrada numa avaliação individual.

Acompanhamento profissional faz toda a diferença

A decisão de iniciar um suplemento não deve basear-se apenas em publicidade ou recomendações informais.

Uma avaliação por um nutricionista permite identificar necessidades reais, evitar suplementação desnecessária e selecionar produtos com qualidade, dose e formulação adequadas.

Na Neurodor acreditamos que uma suplementação eficaz começa com uma avaliação individualizada. Só assim é possível garantir uma abordagem segura, baseada na evidência científica e ajustada às necessidades de cada pessoa.